porque não sorris, mostrando-os ou não, ou então cai no chão e agarra-te à barriga, de tanto rir e rir e mais rir, corre por aí, o mundo é tão gigante lá fora, experimenta desenhar, ainda que não saibas, agarra-te à máquina dos sonhos e fotografa os dois mundos, o teu e o teu, tenta pular da janela e berrares à chuva, dançares na varanda à luz do das constelações, porque não falas com a lua, mas e porque é que não experimentas o boxe, as artes marciais, o mar e a terra, atira-te ao chão, suja-te, faz-te gente, sonha e canta bem alto, ainda que não saibas a letra, escreve, escreve sempre ainda que sejam palavras soltas, um café, dois cafés, três cafés e uma companhia, uma pessoa, três pessoas ou então a pessoa, o ar, a brisa da manha e o friozinho da madrugada, com a música ou sem a música, o ballet, o teatro, junta-os a todos, uns aos outros, se não gostares de correr, tenta fugir a pé, ambiciona-te, inspira-te nos quadros que há tanto que guardam os teus corredores, persegue-os até já chorares de dor, podias até tentar esculpir, moldar o teu sorriso, ou gozares a fotografias de passe, cair no chão, chorar mais chorar mais chorar e dá em chorar, sente o quentinho daquele solzinho de fim-de-tarde, olha as crianças e os avós, cuida de ti e dos outros, ou porque não tentar escrever as mais ridículas palavras que já leste aqui, faz o que quiseres, desde que faças a tua catarse, catarse, catarse, e jamais uses pontos finais, a vida são imensas vírgulas,